domingo, 19 de junho de 2016

FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM




































Relicário de Manuel Mar.

Fazer o Bem sem olhar a Quem…

Fazer o bem sem olhar a quem,
Mas não esperar nada em troca,
Porque ao fazer bem a alguém,
Qualquer pessoa já se sente bem,
Em busca da felicidade se coloca.

Muita gente procura a felicidade,
A trabalhar e amontoar dinheiro,
E poder viver e com estabilidade,
Porque a dura e crua realidade,
Não é ter bem cheio o mealheiro.

Às vezes a fortuna do homem rico,
Faz seu filho viver bem, ser nobre,
O filho gasta tudo e vive ao fanico,
Acaba a vida já feito em maçarico,
E o neto não passa de triste pobre.

Saber viver é pensar a vida eterna,
Nenhum dos bens que nós juntamos,
Que podem servir de ajuda fraterna
Se para a vida eterna nada levamos,
Juntemos as bênçãos da ajuda terna.

A nossa felicidade emana da doação,
Com que ajudamos os outros a viver,
É preciso ter amor no nosso coração,
À semelhança de Deus, O Divino ser,
Tudo passará! A palavra de Deus não.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,19/05/2016

 Foto: Net

PROTESTO MUSICAL

















Relicário de Manuel Mar.

Protesto Musical!

Quando as mudanças são radicais...
Muitas vezes fica pior do que estava,
A música nacional se mal já andava,
Ainda foi trocada por músicas banais.

O serviço público de rádio antena um,
Transmite a montes de música de fora
Alguma estrangeira de quem cá mora,
De má qualidade e sem critério algum.

A rádio portuguesa deveria ser nossa,
E dar-nos da bela música portuguesa,
E não da estrangeira de má qualidade.

Nessa, só o noticiário não me faz moça,
Mas fecho-a logo, podem ter a certeza,
Não dar música portuguesa é maldade.

Manuel Mar.
Torres Novas, 19/06/2016
Todos os direitos reservados

Foto: Net

È A FÉ QUE NOS SALVA





























Relicário de Manuel Mar.

É a Fé que nos Salva!

O homem de fé tem um dom divino,
Que possui o fulgor do Sol na aurora,
Que lhe ilumina a estrada do destino
Porque a protecção de Deus implora.

Porta consigo uma força redobrada,
Que lhe revigora a alma noite e dia,
Vivendo a vida por Deus abençoada,
Usando os bens da terra com alegria.

Deus deu tal bem a todo o homem!
Porém aquele que a fé não aceitou,
Jamais poderá conhecer o seu valor.

Os que recusam a fé de Deus fogem,
Nem aceitam as Leis que Ele pregou,
E sem fé ignoram um Deus de amor.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 19/06/2016

Foto: Net

sábado, 18 de junho de 2016

QUADRAS À TOA
























Relicário de Manuel Mar.

Quadras à Toa…

A minha vizinha tinha um cão.
Que namorou a minha cadela,
Namorei a vizinha na ocasião,
Assim a coisa ficou ela por ela.

Não te deixes ir em cantigas,
Só porque isso se ouviu dizer,
O que tu não sabes não digas,
Porque te podes arrepender!

Desejos, quem os não tem?
Todos nós podemos desejar,
Mas haverá sempre alguém,
Que não os saiba controlar.

Quem amanha o seu saber,
Não semeia lá num deserto,
Se tem vontade de aprender,
Faz apenas o que está certo.

O homem não se acobarde
Quando pretende renascer,
Não é cedo nem será tarde,
Sempre que ele quer viver.
                     
                 Manuel Mar.
                  ®
Torres Novas, 18/06/2016

Foto: Net

O PRAZER SUPREMO




























Relicário de Manuel Mar.

O Prazer Supremo!

Parecia ser início de miragem,
Quando vi aquele lindo olhar,
Mas a sua tão esbelta imagem,
Era de quem eu desejava amar.

Ajudado apenas pelo devaneio,
E sentindo um fluir de coragem,
Como a de fã com palmo e meio,
Fui de cabeça, fiz a abordagem.

Ela me aceitou com reticências,
Mas ficámos mesmo namorados,
Com um namoro muito sereno.

Mas o amor cresceu em furacão,
Desfrutado com grande paixão,
Que gozámos o prazer supremo.

Manuel Mar.
®
Torres Novas, 18/06/2016

Foto: Net

REZO AO SENHOR

























Relicário de Manuel Mar.

Rezo ao Senhor!

Na verdade, tenho receio da vida,
Foi a doença que já me debilitou,
A minha alegria está obscurecida,
Uma embolia pulmonar o causou,
E agora temo ainda uma recaída.

Recuperei graças ao Senhor Deus,
Que ouviu e atendeu meu clamor,
E também recorri aos Santos Seus,
A pedir o seu alívio da minha dor,
E agradeci a boa ajuda dos meus.

Passei muitas dores em desespero,
Que me abalavam os sentimentos,
Agora trato a saúde com esmero,
Já tenho muito menos tormentos,
E passar melhores dias, eu espero.

Mas, rezo ao meu Deus e Senhor,
Por ter ainda a vontade de viver;
Já não peço me faça mais cantor,
Pois não sinto condições de o ser,
E vou-Lhe rezar com mais fervor.

Também já vivo mais optimista!
A ver passar melhor os meus dias,
Das palavras ainda me sinto artista,
Embora as mostre mais sombrias,
Mas sou feliz por ser tão realista.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,18/06/2016

 Foto: Net

DEBAIXO DO PESO DA VIDA







































Relicário de Manuel Mar.

Debaixo do Peso da Vida!

O peso da vida me fere e esmaga,
Até meu canto se tornou ausente,
O tempo passado já não me afaga,
Trago a alma presa, tão indolente,
Que até o gosto de viver se acaba.

Por isso imploro, e devoto crente
Rezando a Deus já com lágrimas,
Me dê um resto de vida decente,
Para o alívio de minhas mágoas,
Do meu passado tão displicente.

Sinto bem a alma inconformada,
Do amor que me fechou a porta,
Tenho ainda a ferida mal sarada,
Mas essa paixão está bem morta,
Porque foi toda tão espezinhada.

Mas em vez da voz o silêncio corta
A minha alma já toda confrangida,
Em pedaços de vida quase morta,
Como que a fazer uma despedida,
Desta vida que às vezes foi torta.

A nossa vida tem cunho da gente,
Não importa nada do que passou,
Sonho derretido e pouco fulgente,
E só me importa, porque cá estou.
Quero e até ao fim ser inteligente.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,18/06/2016

 Foto: MF

sexta-feira, 17 de junho de 2016

TUDO MUDA NA VIDA






































Relicário de Manuel Mar.

Tudo Muda na Vida!

Quando ia tomar o café outrora,
Conhecia a maioria dos clientes,
Mas está lá tudo diferente agora,
Vou todos os dias na mesma hora,
Os meus amigos andam ausentes.

Há dias estive lá quase uma hora,
Sem aparecer ninguém conhecido,
Uns acabaram e foram-se embora,
Outros devido à crise deram o fora,
Ali fiquei eu só mas até aborrecido.

Reconheço que a vida tem mudado,
Fecharam algumas boas empresas,
Muito trabalhador desempregado,
Ouvem-se queixas por todo o lado,
Falta o dinheiro para as despesas.

Até dizem que a culpada é a crise,
Peço desculpa por ter de discordar,
Mas culpa é de quem fez o deslize,
Qualquer um pode fazer a análise,
Que os 130 mil milhões foram ao ar.

Quando a empresa vai à falência,
Seja qual for o motivo ou situação,
Os culpados são todos da gerência,
E perdem tudo mas sem clemência.
O Governo dá o fora, paga a Nação.

Manuel Mar.
®
Torres Novas,18/06/2016

 Foto: Net

quinta-feira, 16 de junho de 2016

POETA NÃO QUEM QUER

























Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

Poeta não é quem quer!

Ser poeta não é apenas escrever,
Se a arte da poesia não for a sua,
Ao escrever fica pobre quase nua,
Porque só a alma o faz poeta ser.

As palavras do poeta são sentidas,
Nascem espontâneas e bem vivas,
São discretas mas sempre incisivas,
É pura beleza que as faz queridas.

É pureza consistente que faz sorrir,
Quem serenamente lê esses versos,
Tecendo cenas de pura maravilha.

Mostram a sua clara magia a fluir,
Pelos belos sentimentos expressos,
E pela graça com que os rendilha.

Torres Novas, 16/06/2016

Foto: Net

quarta-feira, 15 de junho de 2016

DEAMBULANDO PELA VIDA



























Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

Deambulando pela Vida!

Só no espelho vemos a nossa imagem,
E só no caminho damos nossos passos,
A vida é como a maravilhosa viagem,
Andamos por trilhos bons ou devassos,
E condicionados pela nossa linhagem,
Recebendo de amigos os seus abraços.

Vivemos enquanto temos a respiração,
Ansiamos ser ricos e ter muito dinheiro,
Repudiamos o que fere o nosso coração,
Corremos para chegarmos em primeiro,
A quem nos pede damos nossa opinião,
Ajudamos em tudo o amigo verdadeiro.

Somos sempre firmes buscando o amor,
Corrigimos quem no mau caminho erra
Amamos a família e Deus Nosso Senhor,
Amanhamos devidamente a nossa terra,
Perdoámos quem nos causou mal e dor,
Mas repudiamos o terrorismo e a guerra.

Torres Novas, 15/06/2016

Foto:Net

A VIDA RODOPIA







































Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

A Vida Rodopia!

Quando era jovem tinha aspirações,
E desejava ter os meus dezoito anos,
De ser depressa maior, tinha planos,
Tinha, a cabeça cheia de confusões.

Já não gostava nada de ser pequeno,
E andar sempre a fugir dos matulões,
Não me deixavam ir à rua aos serões,
Ficava lá em casa, impávido e sereno.

Mas esta vida rodopia de tal maneira,
Que tinha vinte e oito quando lembrei,
Aquela antiga aspiração da juventude.

Já antes disso tinha feito tanta asneira,
Era casado, dois filhos e boa vida de rei,
A vida rodopia e mudamos de atitude.

Torres Novas, 15/06/2016

Foto: Net

SÚPLICA DE AMOR À PAZ




























Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

Súplica de Amor à Paz!

Neste nosso mundo perturbado,
Em que o amor é o elo fundamental,
Vivemos preocupados com o supérfluo,
Guardando o capital acumulado,
Que é para muitos o principal,
De forma que assim concluo,
O amor anda mas de rastos!
Mas o ódio paira pelos ares!
Matam-se a frio seres inocentes!
Esfolam-se os crentes em Deus!
Há pelo mundo seitas satânicas,
Defendendo ideias diabólicas,
As de fazer o mal matando,
E não sabemos até quando?
As forças do mal avançarão,
Quase vivem impunemente,
Espalhando no mundo,
A sua maligna semente.
É preciso e é urgente nova cruzada,
Que restabeleça a paz e o amor,
Seja de que modo for,
É imperioso e urgente.
E lembrando os inocentes sacrificados,
Pelo terrorismo hediondo e mortal,
Aqui, expresso esta:
Súplica de amor à paz!

Torres Novas, 15/06/2016

Foto: Net

AO DEUS DARÁ





























Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

Ao Deus dará!

A nossa vida anda ao Deus dará,
Até já o Sol é fonte de incertezas,
Aparecem tantas falsas riquezas,
Mas um dia a justiça nos chegará.

O país anda há muito sem dono,
Mas não faltam os pretendentes,
Só a coragem já perdeu os dentes,
O povo sente o imenso abandono.

Dando regalias só à sua clientela,
Sempre o sector público a alargar,
Os Governos gastam o que não há.

Agora com o Governo de mistela,
Há quem pense que vai melhorar,
Só que a confiança é ao Deus dará.

Torres Novas, 15/06/2016

Foto: Palacete de São Bento

terça-feira, 14 de junho de 2016

AMAR A ALGUÉM



































Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

Amar a Alguém!

Amar alguém é dar o seu amor,
A quem e sinceramente se ama,
É sentir no coração uma chama,
Dum fogo que dá prazer e calor.

É fogo faz a nossa alma desejar
Viver com a amada com paixão,
Porque o bater forte do coração,
Faz-nos sentir a paixão a vibrar.

Amar alguém é como um poema,
Que só de ler nos seduz e encanta,
Com uma rima de celestial prazer.

Quem ama sem fé tem um dilema,
Para tudo é preciso coragem santa,
Quem ama sabe que amar é sofrer.

Torres Novas, 15/06/2016

Foto: Net

ORAÇÃO URGENTE

















Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

Oração Urgente!

Senhor nosso Deus bondoso e amigo,
Que deste ao povo a tua liberdade,
Livrai-nos agora de tanta maldade,
Do terrorismo que é o nosso inimigo.

Iluminai Senhor os homens da terra,
Fazei todos terem um bom coração,
Que ninguém trate mal o seu irmão,
Fazei manso quem vive como a fera.

O mundo vive a sofrer feios horrores,
Matam a frio pessoas todas inocentes,
Gente sem-abrigo com fome também.

Por todo o lado há lamentos e dores,
Tornai-nos Senhor Deus mais crentes,
Fazei do homem-fera o bom homem.

Torres Novas, 14/06/2016

Foto: Net

A FÚRIA DO MAR


























Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

A Fúria do Mar!

A fúria do mar é tão devastadora!
São culpas da força do mau vento,
Que sopra fortes rajadas, violento,
Com fragor na acção demolidora.

O mar é o mártir da boca do vento,
Quando ele tão desalmado a soprar,
Faz naufragar tanto homem no mar,
Dando ao povo imenso padecimento.

Mas quando o vento para de soprar,
O mar fica sereno e muito atraente,
E quem se salvou volta lá outra vez.

A vida do bom marinheiro é no mar,
É lá que ganha a sua vida contente,
De volta agradece a Deus as mercês.

Torres Novas, 14/06/2016

Foto: Net

A QUINTA DO MARQUÊS DA FOZ




























Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

A Quinta do Marquês da Foz!

De seu nome original muito antigo,
A Quinta da Torre de Santo António,
Devido à crise ou a obra do demónio,
Está abandonada como aqui eu digo.

Quando era rapaz novo e dançarino,
Todas as quintas feiras da Ascensão,
Na Quinta abriam sempre o portão,
Toda a gente lá festejava o dia divino,

Era sempre uma verdadeira romaria,
Com os rapazes e raparigas da região,
Que muito conviviam e lá dançavam.

Passávamos lá aquele maravilhoso dia,
Comendo do farnel com boa animação,
E á noite todos para sua casa voltavam.

Torres Novas, 14/06/2016

Foto: Net