quarta-feira, 17 de agosto de 2016

QUADRAS POPULARES






























Manuel Mar - Poemas

20 – QUADRAS POPULARES

A vida, às vezes, resume
Contrastes deste teor:
Só se morre de ciúmes
Quando se vive de amor.

Saudade, lembrança triste
De tudo que já não sou...
Passado que tanto insiste
Em fingir que não passou...

Ante as sandálias furadas
Que entre cascalhos gastei,
Não culpo o chão das estradas,
Culpo os maus passos que dei!

Eu suplico: “Volte breve”,
Num bilhete... e na verdade,
A esperança é quem escreve
E quem assina é a saudade!...

Autor: Desconhecido
Torres Novas, 17/08/2016

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

AMAR SONHANDO































Manuel Mar - Poemas

AMAR SONHANDO!

Não sei como te poderei alcançar,
Abro os braços mais devagarinho,
Mas nunca te consigo bem abraçar,
Num jogo das escondidas a brincar,
Mas quando acordo, estou sozinho.

E nunca te consigo sequer agarrar,
Nos lindos sonhos que faço contigo,
Eu vejo-te mas não chego ao lugar,
E sei que me estás sempre a acenar,
Mas só a distância é o pior inimigo.

E desta maneira nem te posso falar,
Nem consigo sequer dar-te um beijo,
Na próxima vez que voltar a sonhar,
Vou-me esconder, mas noutro lugar,
Para ver se consigo o que eu desejo.

A infinita distância traz embaraços,
Mas faz aumentar a minha paixão,
E porque necessito dos teus abraços,
Só não sei como encurtar os espaços,
Para poder acariciar-te com a mão.

Assim, eu terei que deixar de sonhar,
Para me livrar desta imensa ilusão,
Mas não quero mudar do meu lugar,
E contigo nem em sonhos posso estar,
Só preciso é de procurar nova paixão.

Manuel Mar.
®Direitos reservados
Torres Novas,17/08/2016

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NÃO SEI O QUE DE MIM PENSAM



































Manuel Mar - Poemas

NÃO SEI O QUE DE MIM PENSAM
(Tópicos de Aleixo)

NÃO SEI O QUE DE MIM PENSAM
Mas gostava que me dissessem,
Embora que mal me conheçam:
Toda a confiança, me merecem.

QUANDO ME VÊEM CHORAR;
Sem saberem os meus motivos,
Não vos quero sequer contar,
Para não os ver entristecidos!

MAS QUERO QUE SE CONVENÇAM
Que ando a viver sem problemas,
E que também não se esqueçam…
Que viver é vencer nossos dilemas!

QUE A DOR TAMBÉM FAZ CANTAR
Todo o fadista com amor ao fado,
Não é porque o fadista é exemplar;
Mas é da sina com que ele foi nado!

Manuel Mar.
® Direitos reservados
Torres Novas, 16/08/2016

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PARA QUE NÃO TE ILUDAS

































Manuel Mar - Poemas

PARA QUE NÃO TE ILUDAS
(Tópicos de Aleixo)

PARA QUE NÃO TE ILUDAS
Nem tenhas amigos da onça,
Não pagues contas graúdas
Desconfia dessa geringonça.

COM AMIGOS, PENSA NISTO
Que me atrevo a te dizer
Nenhum amigo benquisto
Gostará de te ver a sofrer.

FOI COM UM BEIJO QUE JUDAS
A troco de trinta dinheiros,
Traiu fazendo falsas juras,
Um amigo dos verdadeiros.

LEVOU À CRUZ JESUS CRISTO.
Mas tantos remorsos ganhou,
Acto que foi por todos lá visto,
Numa figueira ele se enforcou.

Manuel Mar.
® Direitos reservados
Torres Novas, 16/08/2016

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PARA NÃO FAZERES OFENSAS































Manuel Mar - Poemas

PARA NÃO FAZERES OFENSAS
(Tópicos de Aleixo)

PARA NÃO FAZERES OFENSAS
Nunca digas mal de ninguém,
Não receberás recompensas,
Mas todos te tratarão bem.

E TERES DIAS FELIZES,
Apenas depende de ti!
Tem cuidado no que dizes
Conta piadas mas sorri!

NÃO DIGAS TUDO O QUE PENSAS,
Porque ficas sempre desarmado,
Nunca entres fazendo ofensas,
Elas dão sempre mau resultado!

MAS PENSA TUDO O QUE DIZES...
Para dizeres apenas o que queres,
Os deslizes fazem-nos ser infelizes,
Evita-os para não te arrependeres!

Manuel Mar.
® Direitos reservados
Torres Novas, 16/08/2016

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VIVER É TER AMBIÇÃO

































Manuel Mar - Poemas

19 – VIVER É TER AMBIÇÃO

VIVER É TER AMBIÇÃO,
MAS SE ELA É DESMEDIDA,
PODE DAR CABO DA VIDA,
ATÉ AO MELHOR CIDADÃO.

Manuel Mar.
® Direitos reservados
Torres Novas, 16/08/2016

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O AMOR É COMO O PASSARINHO


































Manuel Mar - Poemas

18 – O amor é um passarinho
        Que não aceita gaiola.

O amor é um passarinho
Que não aceita gaiola
Mas se lhe deres carinho,
Ele esquece e te consola.

Manuel Mar.
® Direitos reservados
Torres Novas, 16/08/2016

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ILUSÃO DE ANTÓNIO DE JESUS BATALHA



ILUSÃO.

O que está a acontecer,

Neste mundo de ilusões,

Todo o homem quer o poder

Joga muito no euro milhões.


Para ter muita riqueza,

Gasta o pouco que ainda tem,

Acaba por ficar na pobreza,

Sozinho pobre sem ninguém.


Esta vida de ilusão,

Está a trair muita gente,

Até o que se diz Cristão,

No caso não é inocente.


Se no caso és rico ou pobre,
Lê na Bíblia o que Deus te dá,
Não cedas, sê Cristão Nobre,
Em tudo Deus proverá.

Por: António Jesus Batalha.

O AMOR FAZ PASSAR O TEMPO





























Manuel Mar - Poemas

17 – O amor faz passar o tempo,
        E o tempo faz passar o amor.

O amor faz passar o tempo,
E o tempo faz passar o amor,
Caso haja um contratempo,
Dá muito sofrimento e dor.


Manuel Mar.
® Direitos reservados
Torres Novas, 16/08/2016

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CASAR O DINHEIRO COM A POBREZA
























Manuel Mar - Poemas

16 – Casar o dinheiro com a pobreza
        Não é um grande casamento.

Casar o dinheiro com a pobreza,
Não é um grande casamento,
O dinheiro vive na riqueza,
A pobreza no sofrimento.

Manuel Mar.
® Direitos reservados
Torres Novas, 16/08/2016

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A SOCIEDADE É UM ESPELHO




























Manuel Mar - Poemas

A SOCIEDADE É UM ESPELHO
(Tópicos de Aleixo)

A SOCIEDADE É UM ESPELHO
Onde se mostra o bem e o mal,
E quando o espelho está velho,
Arranjam outro; fica tal e qual.

QUE DEUS, PARA OS HOMENS CRIOU
Um paraíso perfeito nesta terra,
Onde Adão e Eva a vida gozou,
Lá pecaram! Toda a gente erra.

ONDE SÓ DEPOIS DE VELHO
A vida se torna em desencanto,
Temos falhas no nosso aparelho,
Porque a vida tem dor e pranto.

COMECEI A VER QUEM SOU
Depois de ter sido enganado,
Todo o meu íntimo se mudou
Do pontapé que me foi dado.

Manuel Mar.
® Direitos reservados
Torres Novas, 15/08/2016

Foto: Net

EU NÃO SEI PORQUE RAZÃO






































Manuel Mar - Poemas

EU NÃO SEI PORQUE RAZÃO?
(Tópicos de Aleixo)

EU NÃO SEI PORQUE RAZÃO?
Já toda a gente reclama mais
Será talvez porque é a Nação
Que já cobra impostos imorais?

CERTOS HOMENS, A MEU VER,
Só gostam de mulheres bonitas!
Mas quem não souber escolher,
Passa a vida toda a fazer fitas!

QUANTO MAIS PEQUENOS SÃO
Os encargos para a casa manter,
Muito dinheiro decerto salvarão,
Melhor vida, todos poderão ter.

MAIORES QUEREM PARECER
As mulheres que saem à rua,
Vão de saltos altos a exceder
A altura que vemos da Lua.

Manuel Mar.
® Direitos reservados
Torres Novas, 15/08/2016

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TU! QUE TANTO PROMETESTE










































Manuel Mar - Poemas

TU! QUE TANTO PROMETESTE
(Tópicos de Aleixo)

TU! QUE TANTO PROMETESTE
Quando as vacas eram magras,
Agora que tanto enriqueceste,
Já não vês a miséria que pagas.


ENQUANTO NADA PODIAS
Tu prometias sempre tudo,
Agora que tens mais-valias,
Só vemos Braga pelo canudo.

HOJE QUE PODES – ESQUECESTE
De nos pagar como prometido,
A boa educação que recebeste,
Nunca te entrou bem no ouvido.

TUDO QUANTO PROMETIAS
Era apenas para nos enganar,
Mas do mal feito não te rias,
Cá ou lá tudo, terás de pagar.

Manuel Mar.
® Direitos reservados
Torres Novas, 15/08/2016

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TU! QUE TANTO PROMETESTE










































Manuel Mar - Poemas

TU! QUE TANTO PROMETESTE
(Tópicos de Aleixo)

TU! QUE TANTO PROMETESTE
Quando as vacas eram magras,
Agora que tanto enriqueceste,
Já não vês a miséria que pagas.


ENQUANTO NADA PODIAS
Tu prometias sempre tudo,
Agora que tens mais-valias,
Só vemos Braga pelo canudo.

HOJE QUE PODES – ESQUECESTE
De nos pagar como prometido,
A boa educação que recebeste,
Nunca te entrou bem no ouvido.

TUDO QUANTO PROMETIAS
Era apenas para nos enganar,
Mas do mal feito não te rias,
Cá ou lá tudo, terás de pagar.

Manuel Mar.
® Direitos reservados
Torres Novas, 15/08/2016

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NÃO VÊS?































Manuel Mar - Poemas

NÃO VÊS?
(Tópicos de Aleixo)

NÃO VÊS? ONDE UM PARDAL POISA,
Há sempre lá espaço para mais;
Mas só salta que andar é coisa,
Que o pardal não fará jamais.

POISAM TODOS OS PARDAIS;
Onde houver comer e beber,
São os reis de todos os trigais,
Ai ninguém os consegue deter.

NÓS! SOMOS A MESMA COISA:
Quando nos oferecem de comer,
Aceitamos comer qualquer coisa,
Todos gostam muito de lamber!

ONDE UM VAI, VÃO OS DEMAIS…
Mas só se for para gozar e comer,
Trabalhar já ninguém quer mais,
Todos querem ter um bom viver.

Manuel Mar.
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Torres Novas, 15/08/2016

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POEMA SINTÉTICO































Manuel Mar - Poemas

POEMA SINTÉTICO
(Tópicos de Aleixo)

CONTIGO EM CONTRADIÇÃO,
O que te digo é verdade,
Mas se queres ter razão,
Perdes a minha amizade.

PODE ESTAR UM GRANDE AMIGO,
A ajudar-me por toda a vida,
Mas se desconfia do que digo,
Fica a amizade toda perdida.

DUVIDA MAIS DOS QUE ESTÃO,
Sempre a teu jeito a falar,
Porque na primeira ocasião,
A perna, eles te vão passar.

SEMPRE DE ACORDO CONTIGO,
Só quem não é de confiar,
Tal simpatia é um perigo,
Nunca te deixes enganar.

Manuel Mar.
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Torres Novas, 15/08/2016

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QUAL SERÁ O MEU DESTINO



























Manuel Mar - Poemas

QUAL SERÁ O MEU DESTINO

Eu da sorte não me queixo,
A sorte é sempre desigual,
Valho nada ao pé de Aleixo,
Mas serei igual lá no coval.

Aleixo foi um poeta brilhante,
Com determinação e atitude,
Eu de poeta sou um aspirante,
À procura dessa rara virtude.

Se vim ao mundo para sofrer,
Já cumpri todo o meu destino,
Escrevo mágoas para esquecer,
Mas pareço poeta clandestino.

Quem diz bem duma poesia,
Julga que sabe do que gosta.
Mas até uma grande heresia,
Tem alguém que nela aposta.

Eu nunca fui de fazer apostas,
Talvez por não ser aventureiro,
Mas se tu a meus versos gostas,
Aposto: És o amigo verdadeiro.

Manuel Mar.
® Direitos reservados
Torres Novas, 15/08/2016

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