terça-feira, 23 de agosto de 2016

AMOR DE PRAIA





























Manuel Mar - Sonetos

AMOR DE PRAIA

Foi na praia da Ericeira eu vi,
Uma pequena á minha beira,
A imensa paixão que eu senti,
Tão inesperada e verdadeira.

Fiquei deveras entusiasmado,
Que comecei mesmo a rondar,
Por querer ser seu namorado,
Porque com ela queria casar.

Cumpria lá o serviço militar,
E mandaram-me apresentar,
Num outro quartel em Lisboa.

Senti sangrar o meu coração,
Por assim perder essa paixão.
A vida militar nunca perdoa.

Manuel Mar
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Soudos, 28/05/1961

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A ESPERTEZA SALOIA



Manuel Mar - Sonetos

A ESPERTEZA SALOIA

A esperteza saloia ganhou asas,
Agora ela tem tudo a seu favor,
Consegue por tudo a seu dispor,
Na corrupção faz muitas maças.

A esperteza saloia é uma arte,
Embora seja secreto o estatuto.
É a arte de quem bem reparte,
Dá comissão com lucro graúdo.

Com experimentada esperteza,
Já tomou os lugares da nobreza,
E vive usando a retórica política.

O povo unido fez a geringonça,
Mas com tantos amigos da onça,
A Nação já está quase raquítica.

Manuel Mar
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Torres Novas, 23/08/2016
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AS CULTURAS HUMANAS































Manuel Mar - Sonetos

AS CULTURAS HUMANAS

Foram as memórias dos tempos
Que forjaram as nossas culturas.
As vida são os breves momentos,
Desde os nasceres às sepulturas.

Há imensa alegria por se nascer,
Mas viver é só sofrer até á morte,
Quem quiser ter o seu bom viver,
Só terá que trabalhar e ter sorte.

Todos tem de respeitar a cultura,
Porque ela o bom viver assegura,
E ninguém vive bem ao Deus dará.

Há um ditado que a isto se refere
E diz: Quem a sua boa cama fizer,
Quando for dormir boa cama terá.

Manuel Mar
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Torres Novas, 23/08/2016
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A ALEGRIA DE VIVER
































Manuel Mar - Sonetos

A ALEGRIA DE VIVER

Quero viver com alegria,
Dormir com bons sonhos,
Não gosto da nostalgia,
E quero amores risonhos.

O nascer traz a alegria,
Porque ela é felicidade,
É a luz que alegra o dia,
E por toda a eternidade.

Quem despreza a alegria,
O seu destino é marcado,
Pela tristeza e a solidão,

É a alegria que faz o dia,
Sempre feliz e encantado,
E nos dá vida ao coração.

Manuel Mar
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Torres Novas, 23/08/2016

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CENAS DO PARAÍSO






























Manuel Mar - Sonetos

CENAS DO PARAÍSO

Deus colocou o homem num paraíso,
E para seu nome chamou-lhe a terra,
Deus viu Adão estar a perder o juízo,
E levou-o pela mão ao cume da serra.

Adão não melhorava dessa nostalgia,
E Deus um novo projecto arquitectou,
Enquanto ele muito cansado dormia,
Deus Senhor, uma costela lhe retirou.

E, dessa costela, Deus a mulher gerou,
Adão, quando a viu, Eva lhe chamou,
Que logo tomou para sua companhia.

Adão, no paraíso, leite de mel levou
À companheira, e os olhos levantou,
E agradeceu a Deus cheio de alegria.

Manuel Mar
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Torres Novas, 3/06/2015

PRIMEIRA PAIXÃO









































Manuel Mar - Sonetos

PRIMEIRA PAIXÃO

A linda perna da Maria,
Que um dia vi na praça,
Era tão bonita e reluzia,
Como sol numa vidraça.

A perna dessa pequena,
Tão linda assim parecia,
A dona lá estava serena,
Eu grande paixão sentia.

Só uma palavra lhe disse,
Receei uma má recepção,
Disse Adeus e fui embora.

Fiz uma grande burrice,
Escondendo essa paixão,
E arrependi-ma na hora.

Manuel Mar
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Torres Novas, 23/08/2015

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

ODE À MINHA MUSA








































Manuel Mar - Poemas

ODE À MINHA MUSA

À minha Musa quero dedicar,
Um soneto da sua inspiração,
Porque eu só a quero felicitar,
Com a minha alma e coração.

Serás minha amada querida,
Com o afecto da minha alma,
Só tu me dás alento na vida,
Porque a tua ajuda me salva.

Quando me falta inspiração,
Sinto a tua bela cooperação,
Faço os versos todos a correr.

Tu és tão linda como as flores,
E a rainha de todos os amores,
O teu amor não pode morrer.

Manuel Mar.
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Torres Novas, 18/08/2016
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O INSTINTO HUMANO
































Manuel Mar - Poemas

O INSTINTO HUMANO

O instinto humano é transcendente,
O seu poder imaginativo é colossal,
Consegue ultrapassar o desconhecido,
E descobrir o que antes não sabia.
O instinto usa sempre a inteligência,
E serve de base a muita experiência,
Que de outra forma seria impossível,
O instinto é algo concreto e inamovível.
O instinto humano de sobrevivência,
O desejo sexual e de competição,
De agressão, de altruísmo.
A busca por conhecimento,
A nossa necessidade algo mais,
Que talvez tenha algo de divino.

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Torres Novas, 22/08/2016

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O INSTINTO HUMANO


A ÚLTIMA BALADA


O FADO TRISTE


domingo, 21 de agosto de 2016

sábado, 20 de agosto de 2016

A VOCAÇÃO


NOS TEUS BRAÇOS


A MEMÓRIA


O TEU PERFUME


A FALTA DE SORTE


AMOR PERDIDO


GRAÇAS A DEUS


O MEU ESQUECIMENTO


SONHOS DE PESADELO


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O MEU ESQUECIMENTO




























Manuel Mar - Poemas

O MEU ESQUECIMENTO

Embora ainda arroje o chinelo,
Vivo a derradeira fase da vida,
A memória já muito esquecida,
Perdi uma boa parte do cabelo.

No ensino estudei as disciplinas,
E de algumas não me lembrava,
Mas, nesse tempo já trabalhava,
E dançava muito com bailarinas.

E hoje procurei os meus diplomas,
Que guardei dentro das redomas
Como belas jóias muito preciosas.

Já não me lembrava, da filosofia,
Tirei quinze valores porque sabia,
Mas agora só faço versos e prosas.

Manuel Mar.
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Torres Novas, 19/08/2016

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GRAÇAS A DEUS
































Manuel Mar - Poemas

GRAÇAS A DEUS

Graças a Deus por mais este dia,
E tudo que nos dá Nosso Senhor,
Que seja vivido com a fé e amor,
Para termos paz e muita alegria.

Amai todos a Deus nosso Criador,
Com louvor e dando-Lhe graças,
É o Rei e Senhor de todas as raças,
Que criou o mundo com seu amor.

Dai-Lhe graças do Sol que alumia,
E com a sua luz na terra tudo cria,
Abençoada terra que nos sustenta!

O amor que torna a vida fraterna,
O mistério imenso da vida eterna,
A vida com Deus o mal nos isenta.

Manuel Mar.
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Torres Novas, 19/08/2016

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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A FALTA DE SORTE




























Manuel Mar - Poemas

A FALTA DE SORTE…

A falta de sorte de quem joga,
Dizem que dá a sorte no amor,
Quem sabe nadar não se afoga,
Só quem é padre usa sua estola,
Quem é educado pede por favor…

Se azar no jogo é sorte no amor,
Jogar ao amor não dará a sorte,
Vício do jogo é sempre gastador,
Já o vício do amor é encantador
Mas para tudo é preciso a sorte.

A sorte é jogar com moderação,
Pois o poupar dá sempre ganho,
Quem ama dará o seu coração,
Mas ganhará amor com paixão,
E de filhos fará até um rebanho.

Azar e sorte são o jogo da vida,
E ninguém ficará jamais imune,
O que é preciso é a lição sabida,
Nunca ter ambição desmedida,
E usar sempre um bom perfume.

Ninguém deve dormir zangado,
Na vida há as boas e más fazes,
Tudo perdoando e ser perdoado,
Para assim evitar o mau bocado,
Deverá fazer sempre boas pazes.

Manuel Mar.
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Torres Novas,18/08/2016

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O DESASSOSSEGO INFAME




























Manuel Mar - Poemas

O DESASSOSSEGO INFAME!

O desassossego infame que me invade,
Que corrói toda a minha alma impura,
Que a deixa mais triste, mais insegura,
Sem sequer levar a vida com vontade.

Se foram esses meus erros irreflectidos,
Que me causaram a angustia de viver,
Já paguei por eles demais podem crer,
Porque foram totalmente ressarcidos.

Sinto o estranho receio e desconforto,
Nesse desassossego tudo parece torto,
Que nem para escrever tenho sossego.

Essa revolta que me faz muito infeliz,
Porque me desintegra desde a matriz,
Torna mais vacilante, todo o meu ego.

Manuel Mar.
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Torres Novas, 18/08/2016

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AS MINHAS DÚVIDAS






























Manuel Mar - Poemas

AS MINHAS DÚVIDAS

Os sonhos divertidos do meu crescer
As minhas dúvidas eram de loucura,
Travando a guerra do ser ou não ser,
A ânsia desmedida de mais escrever.

Duvidava de ser o poeta verdadeiro,
Sentia na alma ter muitas limitações,
Percorria em sonhos o mundo inteiro,
À procura da razão dessas hesitações.

Para ser poeta, necessitava de saber,
A cabal razão do que queria escrever,
Com a convicção das minhas opiniões.

Porque sinto o clima de insegurança,
E o receio de que a minha esperança
Se frustre e perca todas as convicções.

Manuel Mar.
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Torres Novas, 18/08/2016

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

AMOR À PRIMEIRA VISTA































Manuel Mar - Poemas

Amor à primeira vista!

Eu já não acreditava na ideia
De almas gémeas:
O amor à primeira vista.
Mas estava já a começar
A acreditar no seguinte:
Muito poucas vezes na vida,
Mesmo com sorte,
Poderei encontrar alguém,
Que seja exactamente
Certa e indicada para mim.
Não porque ela seja perfeita,
Ou porque eu o seja,
Mas porque as falhas dela
Combinadas com as minhas
Se organizariam de uma forma
Que permitiria
A que a dois seres diferentes
Funcionassem bem juntos.
Mas só em caso de amor recíproco,
É que isso acontece na vida.
Um amor à primeira vista,
Como acontece na praia…
Acaba muitas vezes por ficar…
Todo enterrado na areia!

Manuel Mar.
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Torres Novas, 18/08/2016

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O FLAGELO DO FOGO
























Relicário de Manuel Mar

O FLAGELO DO FOGO

A vida tão carenciada de encanto
Com tanta gente desempregada,
A viver insegura tão desgraçada,
Veio o fogo e houve mais pranto.

O fogo tão traiçoeiro e assassino,
Ateado por mão cruel e criminosa,
Deixou muita gente toda receosa,
Revoltada com seu triste destino.

O povo sofre tantas barbaridades,
Inseguranças e tais calamidades,
Só nos vale é haver almas santas.

As que salvaram ajudando a fugir,
Só com chão para comer e dormir,
E labutaram sempre até às tantas.

Manuel Mar.
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Torres Novas,17/08/2016

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PARA TRIUNFAR DEPRESSA






























Manuel Mar - Poemas

PARA TRIUNFAR DEPRESSA
(Tópicos de Aleixo)

PARA TRIUNFAR DEPRESSA
Não é preciso andar a correr,
Mas é preciso tudo bem saber,
E ter muita lábia na conversa.

CALA CONTIGO O QUE VEJAS
Ser aquilo o que te interessa,
Se souberem o que tu desejas,
Vai-te sair mais cara a peça.

FINGE QUE NÃO TE INTERESSA
Se estiveres mesmo interessado,
Nunca mostres estar com pressa
Nem depois do negócio fechado.

AQUILO QUE MAIS DESEJAS
Diz que tens já a casa cheia,
E nunca saberão que estejas,
A defender teu pé-de-meia.

Manuel Mar.
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Torres Novas, 17/08/2016

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